Sonho

Noite num balneário fluminense, mar de idiomas e sotaques. Praça do centro, gente de todos os cantos chegando. Barracas de algodão doce e de cachorro quente. Crianças, risos e correria. Cadeiras brancas comportadamente enfileiradas. Começa a apresentação. No palco, o velho e bom Fito. Nuvens carregadas no céu. Canta-se a belíssima 11 y 6. Começa a chover. Cadeiras deixadas de lado, outras usadas sobre a cabeça. Todos vão para a frente, sentados ao chão. Eu e ela, sentados, juntos, guarda-chuva aberto. “Miren todos, ellos solos / pueden más que el amor. (y son mas fuertes que el Olimpo) / Se escondieron en el centro y en el baño de un bar, / sellaron todo con un beso.” Entreolhamo-nos. Selamos tudo com um beijo. Que noite, que noite!

(junho de 2004)

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